quinta-feira, 24 de março de 2016

CONQUISTAS DO GOVERNO LULA QUE IRRITAM A ELITE

1) Aumentou o salário mínimo para o seu maior patamar em 40 anos, com um aumento real de 74% entre 2003/2010;

2) Criou 422 escolas técnicas, 18 novas universidades federais e 173 novos campus universitários.  O número de estudantes universitários passou de 3,5 milhões para 7,1 milhões;

3) Tirou 40 milhões de brasileiros da pobreza.  A concentração de renda e as desigualdades sociais diminuíram sensivelmente;

4) Tirou 15 milhões de brasileiros da escuridão através do programa Luz Para Todos;

5) Reduziu a relação dívida/PIB de 51,3% (2002) para 36% do PIB (2008);

6) Pagou toda a dívida com o FMI e com o Clube de Paris e o Brasil se tornou credor do FMI, algo inédito na história do país.  Ajudou a enterrar a ALCA;

7) Reduziu o déficit público nominal de 4% do PIB (2002) para 1,9% do PIB (2008);

8) Aumentou as reservas internacionais líquidas de U$ 16 bilhões (2002) para U$ 285 bilhões (novembro de 2010);

9) Ampliou o Pronaf passando de R$ 2,5 bilhões/ano (2002) para R$ 16 bilhões/ano (2010);

10) Gerou 15 milhões de empregos formais e elevou os gastos sociais públicos para 21% do PIB;

11) Criou programas sociais inclusivos, como o bolsa-Família, ProUni, Brasil Sorridente, Farmácia Popular, Luz Para Todos, FIES, Pronatec entre tantos outros, que beneficiaram aos pobres e miseráveis e contribuíram para melhorar a distribuição de renda.

A LISTA DA ODEBRECHT






DIFERENÇAS 1964 x 2016


segunda-feira, 21 de março de 2016

UM PAÍS QUE NÃO PODE VOLTAR

Texto de Fernando Molica

A frase “Quero meu país de volta”, vista em atos contra Dilma e o PT, permite muitas interpretações. Como temos um histórico complicado na prestação de serviços públicos e grande parte de nossos políticos nunca se destacou pela honestidade, fica a dúvida sobre o que causa tamanha nostalgia. É preciso, portanto, ver que país é esse.

Começamos mal, levamos, depois de independentes, 66 anos para acabar com a escravidão. Até intelectuais como o escritor e deputado José de Alencar diziam que a Abolição teria efeitos terríveis na economia. Ele afirmou que “nossos costumes” e “índole generosa” impregnavam a escravidão de “brandura e solicitude”. Depois da Abolição, muitos ex-proprietários de seres humanos exigiram ser indenizados — queriam compensação pelo fim do que consideravam ser o país ideal.

Por conta da exigência de renda mínima para que alguém pudesse ser eleitor, o voto, em 1872, era privilégio de apenas 13% da populaçao. A universalidade só viria com a República, mas mulheres e analfabetos demoraram décadas para que fossem admitidos como eleitores. E olha que, na corrupta República Velha, o voto não era secreto, o que possibilitava incontáveis fraudes. Não dá pra ter saudades daquele país, nem daquele que o sucedeu, a ditadura do Estado Novo.

Depois de 1945, o país viveu sucessivas crises políticas que desaguaram no Golpe de 1964, fruto de bem-sucedida articulação entre militares, lideranças políticas e empresariais respaldada por quase todos os jornais. Quem diz sentir falta do regime militar deveria dar uma olhada nos números. O censo de 1980 apontou que a taxa de analfabetismo era de 25,5 % da população, índice que caiu para 13,6% em 2000 e chegou a 8,3% em 2013. O percentual ainda é muito alto, mas a redução, obra dos governos civis, tem que ser comemorada.

A expectativa de vida em 1980 era de 62,57 anos, pulou para 70,44 anos em 2000 e chegou a 75,2 anos em 2014. A mortalidade infantil, de 69,12 por mil nascidos vivos em 1980, despencou para 27,4 em 2000 e foi a 14 em 2012. Nossa desigualdade é absurda, mas, de acordo com índice Gini, caiu de 0,625 em 1977 para 0,522 em 2012 (em 1989, bateu 0,637). Derrubada pelo Plano Real, a inflação voltou a subir, mas os atuais 10% não se comparam aos 215% deixados pela ditadura em 1984.


É fundamental lutar por um Brasil menos corrupto, nada indica que a roubalheira tenha diminuído, é razoável admitir que tenha aumentado, mas não dá pra ter saudades de um país mais desigual, onde as pessoas morriam mais e mais cedo.

TROCANDO A FARDA PELA TOGA


QUEM SERÁ O PRÓXIMO HERÓI DA DIREITA?


sábado, 19 de março de 2016

OS PERIGOS DA POLITIZAÇÃO DA TOGA

A atuação da magistratura brasileira, neste momento de crise institucional, deixa preocupados os atores políticos, sociais e econômicos.

Ao assumirem papel político no cenário nacional, atuando além dos limites estritos da legalidade a pretexto de realizar a vontade do povo, os juízes tornam receosos aqueles que conhecem a história da politização da toga e das atrocidades que em nome da justiça já foram práticas.

Juízes são cidadãos e integrantes da sociedade civil e não lhes podem negar o direito à livre manifestação do pensamento. Mas, precisam discriminar suas ações, quando juízes e quando cidadãos. O uso da toga para manifestações políticas os colocam em patamar diferenciado dos demais atores e impedem a interlocução. A discordância de quem quer participar, e tem o direito de fazê-lo, pode implicar em arbitrariedades sob imputação de desacato ou crime contra a honra. Os debates políticos honestos são francos e por vezes acalorados. As decisões judiciais hão de ser proferidas com sobriedade e a objeção, por meio de recursos, com respeitabilidade. Daí a necessidade de separação entre o polemista debatedor e o julgador. A este há que se reportar com acatamento, cabendo tão somente recurso às instancias superiores; àquele cabe debate franco e aberto, sempre respeitosos, mesmo quando acalorado.


Os juízes, no Brasil, têm suas legitimidades fundadas na Constituição e em nome da ordem constituída. Não são legitimados pelo povo. Se pretendem participar dos debates políticos e das opções políticos precisaremos debater o processo de eleição de juízes, correndo o risco das ingerências no processo eleitoral. Se os juízes não querem ingerências no processo de recrutamento não podem pretender ingerir no campo político. Cabe-lhes decidir as questões lhes submetida, mesmo quando políticas, sob a regência das leis promulgadas. Os tribunais do povo somente existem nos regimes de exceção ou totalitários, prontos para julgar os inimigos do regime. Nunca nos Estados Constitucionais.


fonte: Jornal do Brasil