domingo, 28 de agosto de 2016

RI, PALHAÇO


Depois da provável cassação da Dilma pelo Senado, ainda falta um ato para que se possa dizer que la commedia è finita: a absolvição do Eduardo Cunha. Nossa situação é como a ópera “Pagliacci”, uma tragicomédia, burlesca e triste ao mesmo tempo. E acaba mal. Há dias li numa pagina interna de um grande jornal de São Paulo que o Temer está recorrendo às mesmas ginásticas fiscais que podem condenar a Dilma. O fato mereceria um destaque maior, nem que fosse só pela ironia, mas não mereceu nem uma chamada na primeira página do próprio jornal e não foi mais mencionado em lugar algum.

A gente admira o justiceiro Sérgio Moro, mas acha perigoso alguém ter tanto poder assim, ainda mais depois da sua espantosa declaração de que provas ilícitas são admissíveis se colhidas de boa-fé, inaugurando uma novidade na nossa jurisprudência, a boa-fé presumida. Mas é brabo ter que ouvir denúncias contra o risco de prepotência dos investigadores da Lava-Jato da boca do ministro do Supremo Gilmar Mendes, o mesmo que ameaçou chamar o então presidente Lula “às falas” por um grampo no seu escritório que nunca existiu, e ficou quase um ano com um importante processo na sua gaveta sem dar satisfação a ninguém. As óperas também costumam ter figuras sombrias que se esgueiram (grande palavra) em cena.

O Eduardo Cunha pode ganhar mais tempo antes de ser julgado, tempo para o corporativismo aflorar, e os parlamentares se darem conta do que estão fazendo, punindo o homem que, afinal, é o herói do impeachment. Foi dele que partiu o processo que está chegando ao seu fim previsível agora. Pela lógica destes dias, depois da cassação da Dilma, o passo seguinte óbvio seria condecorarem o Eduardo Cunha. Manifestantes: às ruas para pedir justiça para Eduardo Cunha!

Contam que um pai levou um filho para ver uma ópera. O garoto não estava entendendo nada, se chateou e perguntou ao pai quando a ópera acabaria. E ouviu do pai uma lição que lhe serviria por toda a vida:

— Só termina quando a gorda cantar.

Nas óperas sempre há uma cantora gorda que só canta uma ária. Enquanto ela não cantar, a ópera não termina.


Não há nenhuma cantora gorda no nosso futuro, leitor. Enquanto ela não chegar, evite olhar-se no espelho e descobrir que, nesta ópera, o palhaço somos nós.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

DISCALCULIA, DISORTOGRAFIA E DISGRAFIA

fonte: Família

DISCALCULIA
A discalculia acompanha alguns casos de dislexia, e significa falta de habilidade com conceitos matemáticos. "A discalculia não deve ser confundida com o simples fato de uma criança não gostar de matemática na escola", explica. A especialista ensina que a discalculia pode ser vista até mesmo antes de uma criança aprender cálculos matemáticos mais complexos. "Ela pode ser vista a partir dos 4 anos, por exemplo, em crianças que não conseguem aprender a diferença entre horários da tarde e da manhã, ou não consegue se familiarizar com o calendário".

Segundo Sheila Leal, cada criança difere seu grau de discalculia, alguns leve, outros moderados e há os que sofrem do severo. "O grau do distúrbio também depende muito dos estímulos dados pelos pais, mas infelizmente é muito difícil de diagnosticar, já que existe apenas um teste que ainda não é reconhecido", explica. Uma das formas de trabalhar matemática com crianças que têm este distúrbio é focando em questões multissensoriais. "O professor terá que colocar os sinais matemáticos em cores diferentes, assim como usar a criatividade para fazer associações de cálculos e números com objetos e outras brincadeiras, por exemplo". Ela também pede atenção sobre o valor dos educadores diante do problema: ele só desenvolve se pais e professores não permanecerem em alerta com a discalculia.

DISORTOGRAFIA 
Só é possível detectar a disortografia quando a criança não consegue e nem compreende a forma correta de usar as regras gramaticais. Um exemplo disso: "uma mesma palavra pode ser escrita de várias formas: causa; calça; causa... A dificuldade é mais evidente, pois não consegue assimilar as regras gramaticais." E por mais que pais e professores ordenem que a criança copie a mesma palavra dez vezes, ainda assim, a dificuldade será a mesma, não se trata de incapacidade. "Como ela está associada à dislexia, e este distúrbio ocorre em pessoas com QI médio ou superior, precisamos derrubar esse mito".

Sheila alerta que os pais são de grande valor no aprendizado dos filhos que sofrem destes problemas, o papel deles é ainda maior e somente através do apoio e de muitas atividades salutares nos lares eles irão conseguir estimular mais os filhos no aprendizado. "Brincar de forca ou atividades de soletrar, por exemplo, são ótimas brincadeiras", também acrescenta que: "Você pode brincar com as crianças de começar guardando na geladeira apenas o que tem a letra S, por exemplo".

DISGRAFIA
A disgrafia está ligado à coordenação motora, e relacionado principalmente com o modo que as crianças escrevem as letras. Sheila Leal diz: "As crianças com disgrafia possuem dificuldade de pegar no lápis da forma correta, aplicam a pressão errada no papel e muitas vezes não entendem o espaço da linha". Segundo ela, existem muitos casos de disgrafia que os pacientes não compreendem que a escrita deve ser realizada da esquerda para a direita.

"Desde a primeira infância é possível observar se a criança compreende a diferença entre esquerda e direita, e pode ter dificuldade para definir força e direção na hora de chutar uma bola, por exemplo", conta. Segundo Sheila, a partir dos 4 anos já é possível identificar características da disgrafia, por isso ela sugere algumas atividades que podem tanto ajudar na identificação quanto amenizar os efeitos negativos da disgrafia. "Pedir ajuda dos filhos para colocar a mesa, ou brincar durante o banho pedindo para que lave primeiro o braço direito e depois o esquerdo, por exemplo, são formas de aprimorar a lateralidade do cérebro".

Sheila Leal também ressalta o valor significativo dos pais com as escolas: precisa haver uma relação. Também é fundamental que os pais estimulem brincadeiras educativas ou que trabalhem a coordenação motora, como escrever com o dedo no vidro do banheiro, por exemplo. A psicopedagoga acredita que o uso de cadernos de caligrafia para crianças com disgrafia não será o suficiente para resolver suas dificuldades, pois linhas muito finas podem representar outros problemas. "No entanto, o uso de tablets e computadores podem ser uma ótima ideia, porque eles têm aplicativos excelentes para treinar a letra e estimular as crianças, e ainda oferecem uma opção para que os alunos digitem em vez de se limitarem à escrita cursiva", explica Sheila Leal.


Uma de suas muitas observações é que os tablets devem ser utilizados como materiais que complementam a escrita e não substitutos absolutos.

INDIGESTÃO


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

ÓTIMO EXEMPLO DE MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA



fonte: Meu Professor de História

Um bom exemplo de como a manipulação midiática do noticiário político começa com muita força pelas manchetes:

1) na primeira manchete, o dinheiro foi "desviado em GO", não se diz por quem, e teria bancado coquetéis na "sede do Executivo"; aparentemente, esse roubo não teve ladrão e o beneficiário foi a "sede do Executivo". O uso da voz passiva, a impessoalização e despartidarização (e despolitização) da notícia fica bastante evidente, o que de certa forma ajuda a ocultar que o dinheiro foi roubado por políticos do PSDB e financiou banquetes promovidos por políticos do PSDB (e não apenas a "sede do Executivo", aliás, comandado em Goiás pelos tucanalhas).

2) Na manchete ao lado, menor, o empresário de propaganda João Santana, que prestava serviços a vários partidos, ao ser denunciado pelo Ministério Público vira "marqueteiro do PT", como se ele fosse filiado ao partido! Só que João Santana não é petista, e além disso já prestou serviços a todos os demais partidos. E para arrebatar, alguém em sã consciência acha que só marketeiros que prestam serviço ao PT ganham dinheiro de caixa 2? Quem é o nascido ontem que ainda não descobriu que o caixa 2 é prática quase generalizada (exceção de alguns pequenos partidos programáticos)?

Agora sugiro um exercício: inverta os papéis. Se o marketeiro da campanha de Aécio fosse denunciado por lavagem de dinheiro, seria chamado de "marqueteiro do PSDB" na manchete? Se o presidente do PT de algum Estado fosse processado por crimes financeiros e administrativos, a sigla partidária e o nome dos réus desapareceria das manchetes? Se fosse um governador do PT o beneficiário indireto, será que mencionariam uma impessoal "sede do Executivo", ou estampariam o nome do indivíduo e o seu partido?


ps: antes que a reaçada comece a choramingar e espernear, isso não é uma defesa do PT, é uma crítica a uma mídia hiperconcentrada e desavergonhadamente manipuladora.

MARY POPPINS HEAVY METAL

MÍDIA IMPARCIAL

Imparcial, isenta, independente, neutra, pluralista, apartidária: é assim que a grande imprensa brasileira gosta de se apresentar. Alguém ainda pode acreditar nisso?



FORCA


OS FASCISTAS PERDERAM A VERGONHA